Economia

Alimentação fica mais barata em 2017, mas gasto com moradia sobe

Gás, energia elétrica e saneamento básico estão mais caros

12/11/2017 16h46 - Por: Izaque Corvalan

Você já deve ter percebido que a conta do supermercado não tem subido tanto quanto nos anos anteriores. Os alimentos estão apresentando queda nos preços em 2017, segundo dados acumulados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). O grupo "alimentação no domicílio" teve queda de 4,56%

Por outro lado, os gastos com moradia e educação ficaram mais caros entre janeiro e outubro. O preço do botijão de gás e do gás encanado subiram 12,98% e 10,11%, respectivamente. A conta de luz está custando 9,77% a mais.

A alta da conta de luz fez com que a inflação de outubro (0,42%) fosse a mais alta do ano. Isso se deu devido à necessidade de o governo cobrar mais caro pela geração de energia, com o acionamento da bandeira vermelha no patamar 2.

As despesas com água e esgoto ficaram 7,8% mais caras. O condomínio aumentou 5,86% e a conta de celular, 6,4%.

Para o economista do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia) da Fundação Getulio Vargas André Braz, "é mais difícil lidar com alta de preço dos serviços essenciais do que de alimentos".

— O alimento substitui, compra menos. Agora, com energia, como é que vai deixar de cozinhar, de tomar banho? Economiza, mas o serviço em si está mais caro.

Segundo ele, o aumento das contas de casa fará com que as famílias abram mão de gastos com lazer e até das compras de bens duráveis.

Além dessas contas, a educação privada é outro item que apresenta alta em 2017: creche, 13,23%; ensino médio, 10,36%; educação infantil, 10,15%; ensino superior, 7,7%.

No acumulado dos dez meses de 2017, a inflação está em 2,1%, abaixo do centro da meta do governo, que é 4,5%.

Fonte: R7