Brasil

Com alta na energia, outubro tem inflação de 0,42%, a maior do ano

Sistema elétrico opera na faixa 2 da bandeira vermelha desde o mês passado

12/11/2017 16h51 - Por: Izaque Corvalan

A inflação fechou o mês de outubro em 0,42%, o maior índice do ano, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (10).

O recorde em 2017 se deve à alta na energia elétrica. O sistema está operando na faixa 2 da bandeira vermelha desde o início de outubro, o que adcionou uma taxa extra de R$ 3,50 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

Os preços da energia elétrica subiram 3,28% em outubro, o que contribuiu para que o segmento "habitação" fechasse o mês com 1,33% de inflação, a maior entre os nove setores analisados pelo IBGE. Nesse segmento, o instituto destaca ainda a alta no botijão de gás, de 4,49%.

Os dados fazem parte do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação no Brasil. O levantamento foi feito entre os dias 28 de setembro e 30 de outubro.

O IPCA fechou os meses anteriores em: janeiro (0,38%), fevereiro (0,33%), março (0,25%), abril (0,14%), maio (0,31%), junho (-0,23%), julho (0,24%), agosto (0,19%) e setembro (0,16%).

Em entrevista ao site do IBGE, José Fernando Gonçalves, analista da pesquisa, lembra que a bandeira vermelha continua em vigor, mas com uma taxa extra maior em novembro, de R$ 5,00 a cada 100 kWh consumidos, o que vai manter a pressão sobre os preços em novembro.

Análise anual e acumulada

Apesar da alta em outubro, a inflação em 2017 continua sendo a menor desde 1998, como vem acontecendo ao longo de 2017. De janeiro a outubro, a média do preços subiu 2,21%.

Considerando os últimos 12 meses, a inflação ficou em 2,70%, o que confirma que a inflação parou de cair e se estabilizou abaixo dos 3%.

A meta do governo federal é deixar a inflação próxima a 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo (entre 2,5% a 6,5%). Esse é o objetivo até 2018. Para 2019, a meta é de 4,25% e, para 2020, o centro da meta será de 4% (com tolerãncia de 1,5 ponto percentual nos dois anos).