Brasil

Congresso volta hoje do recesso com desafio de votar Previdência

Projetos de interesse do governo enfrentam resistência de deputados e senadores em ano de eleições. Votação deve ocorrer em 19 de fevereiro

05/02/2018 10h34 - Por r7

Congresso Nacional volta às atividades na segunda (5) Roque de Sá/Agência Senado -Congresso Nacional volta às atividades na segunda (5)
Roque de Sá/Agência Senado -

Senadores e deputados voltam às atividades nesta segunda-feira (5), e é grande a lista de projetos, alguns um tanto impopulares, que devem movimentar o Congresso.

O governo se apressa para aprovar medidas como a Reforma da Previdência e a proposta de desoneração da folha de pagamento, com o objetivo de tentar diminuir o rombo nas contas públicas.

No entanto, a proximidade das eleições poderá ser um desafio para o Palácio do Planalto conseguir o apoio dos parlamentares.

Reforma da Previdência

É o trunfo do governo. Tanto o presidente Michel Temer (MDB), quanto o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já cogitaram lançar candidatura à Presidência nas eleições de 2018, caso a reforma seja aprovada.

Por enquanto, o sonho parece distante. O relator do projeto, deputado Arthur Maia (PPS-BA), disse que o governo conta com 275 parlamentares favoráveis à reforma. A contabilidade ainda registra 60 deputados indecisos. Por se tratar de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), a Reforma da Previdência só pode ser aprovada se tiver no mínimo 308 votos na Câmara.

O projeto propõe alterações na Constituição sobre a Previdência em relação a idade mínima de aposentadoria (65 anos para homens e 62 para mulheres) e tempo de contribuição. Para ter direito a aposentadoria integral, será preciso contribuir por pelo menos 40 anos, tanto na iniciativa privada como no setor público

Arthur Maia deve apresentar na terça (6) o texto da reforma com algumas alterações, sendo a última cartada para conseguir a aprovação do projeto.

"Eu já fiz a minha parte nas reformas e na Previdência. Agora é preciso convencer o povo, porque o Congresso sempre ecoa a vontade popular", disse o presidente Michel Temer (MDB), na semana passada.

Temer ainda explicou que deve decidir com Rodrigo Maia se a votação da reforma ficará para o dia 19, mesmo sem o número de votos necessários para a aprovação. Aliel Machado, deputado da REDE, é contra a Reforma da Previdência.

Em entrevista ao R7, o parlamentar disse que o governo não é honesto nem quando divulga os números do rombo da Previdência nem quando fala que a projeto combate privilégios. "A proposta atinge apenas a classe trabalhadora", disse. Ainda para Machado, Temer não conseguirá o número de votos necessários. "O governo amarrou alguns compromissos com deputados que falaram que votariam a favor porque não acreditavam que a pauta seria