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Tribunal nega pedido de Lula por suspeição de Moro em caso do sítio

Recurso apresentado pela defesa do ex-presidente foi negado por unanimidade pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região

01/02/2018 10h54 - Com informações do r7

Moro é responsável pela Lava Jato em 1ª instância Antonio Cruz/Agência Brasil - Moro é responsável pela Lava Jato em 1ª instância
Antonio Cruz/Agência Brasil -

Após aumentar confirmar a condenação e aumentar a pena do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) tomou novamente uma decisão contra o petista.

Em decisão também unânime, a 8ª Turma da Corte negou nesta quarta-feira (31) o pedido de suspeição contra o juiz federal Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, no processo que investiga irregularidades no sítio de Atibaia. A ação havia sido movida pela defesa do ex-presidente.

Ainda que não seja considerado como dono da propriedade, as visitas ao local o tornaram suspeito de se beneficiar de uma suposta compensação das empreiteiras OAS e Odebrecht com o sítio.

As investigações apontam que as duas empresas teriam reformado o sítio, e o ex-presidente usado a propriedade para ocultar patrimônio.

No pedido, os advogados de Lula afirmaram que o magistrado responsável pelas investigações da Operação Lava Jato em primeira instância teria "perdido a imparcialidade" e "se tornado suspeito" no julgamento dos processos contra o petista.

O desembargador federal João Pedro Gebran Neto, relator dos recursos da Operação Lava Jato no TRF4, afirmou que as questões apresentadas pela defesa de Lula que atestariam a quebra de imparcialidade do juiz já foram "exaustivamente analisadas" em outras ações semelhantes propostas pela defesa de Lula.

Outro lado

Em nota, o advogado do ex-presidente, Cristiano Zanin, afirma que "a consolidação perante os Tribunais brasileiros do entendimento de que o juiz Sérgio Moro não perdeu a imparcialidade para julgar Lula a despeito das relevantes provas em sentido contrário apresentadas pela defesa reforça a importância do comunicado feito ao Comitê de Direitos Humanos da ONU em julho de 2016 de que o ex-Presidente não teve direito a um julgamento justo, imparcial e independente".