Chapecó

Mutirão de combate ao Aedes Aegypti aconteceu em Chapecó

27/11/2017 20h53 - Por: Izaque Corvalan

Foram realizadas 5.290 visitas domiciliares para orientação e fiscalização. (Foto e informações: Prefeitura de Chapecó)Foram realizadas 5.290 visitas domiciliares para orientação e fiscalização. (Foto e informações: Prefeitura de Chapecó)

No sábado (25) aconteceu em Chapecó mais um Mutirão de mobilização contra o mosquito Aedes Aegipty. Foram realizadas 5.290 visitas domiciliares para orientação e fiscalização. No próximo sábado (02) acontecerá mais um mutirão e a orientação aos chapecoenses é para que recebam as agentes e sigam as dicas e orientações. O objetivo do mutirão é mobilizar a comunidade para eliminar criadouros e reduzir números e índices de infestação. Apesar de todo trabalho desenvolvido em Chapecó, no último Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) realizado em novembro no município, apontou um índice de 2,4% de infestação. O índice recomendado pelo Ministério da Saúde tem como limite 1%, pois acima desse número, o risco de transmissão viral é grande.

De acordo com o biólogo da Secretaria de Saúde de Chapecó Junir Lutisnki, pela localização geográfica e pelos serviços e empresas que estão instaladas no Município, o número de pessoas que circulam é grande e a possibilidade de transmissão também. Indústrias, comércios, prestadores de serviço, universidades e empresas recebem um grande fluxo de pessoas; Chapecó também é rota de turismo para vários países que passam por aqui para chegar, por exemplo, ao litoral catarinense; serviços de saúde referência e que trazem muitas pessoas em busca de atendimento; férias que muitas pessoas viajam, as crianças com piscinas de plástico e sem cuidado e tratamento; casas fechadas sem os cuidados com vasos sanitários, ralos e aquários, por exemplo. "Todos esses fatores, associadas a chegada do verão e as altas temperaturas, são potenciais para a proliferação do mosquito, precisamos todos estar alertas", comentou.

Segundo Junir dos criadouros encontrados, 53% estão em residências, em lixos mau acondicionados, terrenos baldios e em pontos estratégicos. Além disso, segundo ele, 20% dos focos estão em reservatórios de água, caixa de água e cisternas. "A água parada potencializa o crescimento e desenvolvimento do mosquito, por isso precisamos eliminar todos os reservatórios que possam acumular água, tudo começa por ai", esclareceu. A orientação às pessoas é para que confiram dentro de casa: ralos, floreiras, fontes ornamentais, vasos sanitários e aquários; do lado externo: conferir reservatórios que possam acumular água: calha, cisternas e caixas de água; piscinas precisam ter água tratada e no caso de piscinas de plástico a água precisa ser eliminada assim que terminar de usar; pneus precisam ser destinados ao Ecoponto.

Com a proximidade do verão e a fase em que os maiores índices e casos aparecem o cuidado das pessoas deve ser redobrados:

• Cuidado especial no armazenamento e destinação do lixo, mantendo-o em recipiente fechado e disponibilizando-o para recolhimento pela Limpeza Urbana na frequência usual; • Jamais descarte o lixo ou qualquer outro material que possa acumular água no quintal de casa, no quintal de vizinhos, na rua ou em lotes vagos; • Mantenha a caixa d’água sempre limpa e totalmente tampada. Além disso, mantenha as calhas livres de entupimentos para evitar represamento de água; • Elimine os pratinhos de vasos de plantas; caso não seja possível mantenha-os limpos e escovados pelo menos três vezes ao dia; • Mantenha limpos e escovados os bebedouros de animais domésticos; a água deve ser trocada diariamente; mantenha piscinas sempre em uso e devidamente tratadas; • Atenção especial ao sair de férias para que esses cuidados estejam garantidos na ausência do morador.

Lixo e Reciclagem

O destino correto do lixo é um dos fatores que contribuem para a diminuição dos focos. Separar o lixo é um dos primeiros passos para eliminar o mosquito. Os resíduos recicláveis são: garrafas pet, embalagens, papel e papelão, alumínio, sacolas plásticas, caixas de leite e vidros. Eles devem ser armazenados em local coberto e depositado nas lixeiras laranjadas espalhadas pelo município. Os resíduos orgânicos são: restos de frutas, verduras, legumes e alimentos, papéis higiênicos, fraldas, guardanapos, esponjas, materiais que se decompõem. Eles devem ser armazenados em local coberto e depositado nas lixeiras verdes espalhadas pelo município. Já o óleo de cozinha deve ser acondicionado em embalagem pet bem fechada. Ela deve ser levado até as Feiras Livres realizadas em Chapecó ou ainda ser depositado na lixeira laranjada do lixo seletivo. Esse material é encaminhado ao Verde Vida, que faz sabão ou biocombustível.

Ecoponto

O Ecoponto dos pneus está localizado na Rua Israel, 240, Bairro Presidente Médici. Atende nas segundas e quartas-feira, das 08 às 11h30 e das 13h30 às 17 horas. Já o Ecoponto, para recebimento de resíduos volumosos, está localizado na Secretaria de Serviços Urbanos e Infraestrutura, Rua Sete de Setembro, nº 2063-E, também no Presidente Médici, próximo à UPA 24horas, e funciona das das 7h às 13hs. No espaço estão dispostos quatro containers para receber:

• Poda e capina (grama, galhos, poda, capina, roçada); • Eletroeletrônicos (computadores, notebook, celular, monitor, televisor, pilhas e baterias. Deverão estar inteiros); • Eletrodomésticos, metais e ferros (geladeira, fogão, máquina de lavar, micro-ondas, cadeiras de metal, estantes de metal, latas de tintas); • Móveis (sofá, guarda-roupas, mesa, cadeiras de madeira, colchão, tábuas. Os móveis devem estar desmontados). Não são recebidas peças automotivas, materiais contaminados, estopas, lâmpadas, material hospitalar, pneus, entulhos e materiais de construção. Com relação aos móveis, devem ser desmontados antes do descarte, ao contrário dos eletrodomésticos e eletroeletrônicos, que devem estar inteiros.

Dados

Em Chapecó, em 2014 foram registrados 2.686 focos; 2015 foram registrados 846 focos do mosquito; em 2016 foram 514 e em 2017 são 569.

A situação epidemiológica de Chapecó teve em 2016, 3.128 casos investigados de dengue, com confirmação de 820 casos. Já em 2017 esse número é de 473 casos notificados e investigados com nenhuma confirmação da doença.

Os números de chikungunya também foram relembrados. Em 2016 foram investigados 166 casos, com confirmação de quatro casos. Em 2017, foram 12 casos investigados e notificados com 02 confirmados de pessoas que viajaram.

Os casos de Zika registrados em 2016 foram 38 casos e 03 positivos. Em 2017, 01 caso foi notificado e investigado e não houve confirmação da doença.