Chapecoense

Chapecoense promove coletiva com Departamento Jurídico para falar sobre serviços prestados em 2017

19/12/2017 05h47 - Por: Izaque Corvalan

Foto: Daniel Fasolin Foto: Daniel Fasolin

Na manhã desta segunda-feira (18), a Associação Chapecoense de Futebol, acompanhada pelo advogado Tullo Cavallazzi Filho, do Escritório Cavallazzi, Andrey, Restanho e Araujo Advocacia - contratado pelo clube para, junto ao Departamento Jurídico, ingressar com ações contra órgãos públicos Bolivianos, LaMia e também à Seguradora Bisa - concedeu entrevista coletiva para fazer um relato dos trabalhos executados em 2017. Também estavam presentes na coletiva os advogados Marcelo Zolet, Thiago Degasperin e Andrei Hauser, integrantes do departamento jurídico da Chapecoense.

O trabalho do Escritório junto à Chapecoense foi iniciado poucos meses após o acidente e conta com a colaboração de todo o corpo jurídico do clube. "Logo após o acidente em 2016 fomos chamados para auxiliar a Chapecoense na busca de informações e prestar uma assessoria jurídica para saber quais medidas poderiam ser tomadas desde então. A intenção dessa interação é compor várias frentes, não só em Chapecó, mas em todo Brasil e também no exterior, já que é uma questão extremamente complexa e envolve vários países", comentou Cavalazzi.

Tullo explicou os passos tomados pelo Escritório e também pela Chapecoense e como os valores serão repassados aos familiares da vítimas. "Desde o primeiro momento a Chapecoense norteou que os estudos fossem desenvolvidos também para utilização pelos familiares da vítimas. Foi então que nós desenvolvemos os estudos para a ação indenizatória. Vale ressaltar que 40% do fruto líquido da ação indenizatória será repassado ao familiares, independentemente do valor".

Além da ação indenizatória a Chapecoense irá ingressar na ação penal em trâmite na Bolívia para apurar as responsabilidades criminais do acidente. "Precisamos provar a culpa e para fazer isso é importante identificar o papel de cada um dos agentes que causou o acidente. Tudo isso será comprovado com documentos e de forma oficial, pois irá tramitar em dois países, o que traz ainda mais dificuldade ao processo".

Como o processo é de alta complexidade, Cavallazzi não mensurou um prazo para a tramitação completa, mas acredita que isso possa ficar mais claro tão logo haja a citação aos réus no processo. "Nós só podemos dar um prazo mais seguro após o conhecimento dos réus. Assim que houver a citação tem-se início o processo e então podemos fazer uma análise mais segura. Além das perdas insuperáveis das famílias, tem-se também os prejuízos e danos sofridos pela Chapecoense. E este é um dos objetos da ação."

A Associação Chapecoense de Futebol ajuizou perante a 4ª Vara Cível da Comarca de Chapecó, no dia 28 de novembro de 2017, a ação com pedido indenizatório.

Fonte: Chapecoense