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Ministério da Saúde anuncia fim do surto de febre amarela
Brasil não registra novos casos desde junho, mas ainda há 'grande preocupação' com novos surtos por baixa cobertura vacinal, informa a pasta.
Janaina Chagas Chapecó - SC
Postada em 06/09/2017 ás 12h14
Ministério da Saúde anuncia fim do surto de febre amarela

Mais de 253 mil doses de vacina contra febre amarela foram aplicadas desde janeiro em Campos, no RJ (Foto: Divulgação/Prefeitura de Campos)

O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (6) o fim do surto de febre amarela no País. Segundo a pasta, desde junho não há registro de novos casos. Ao todo, foram 777 casos e 261 mortes entre dezembro de 2016 e agosto de 2017.
Ainda, nesse período, 2.270 casos foram descartados e 213 ainda estão em investigação.



De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, ainda é necessário ampliar a cobertura vacinal em muitos estados – e, por esse motivo, o governo decidiu expandir a cobertura para crianças de nove meses em todo o País.
"Desde junho não registramos nenhum caso, mas há uma grande preocupação porque a cobertura vacinal é baixa em muitos estados", disse.



O ministro disse ainda que, apesar de não ter sido necessário, o ministério está preparado para fracionar a vacinação se tiver que atender a um grande público em curto período de tempo. A eficácia do fracionamento está sendo testada pela Fiocruz.
"A situação está sob controle, mas precisamos ampliar a cobertura vacinal, precisamos que todas as áreas de recomendação de vacinação tenham 90% de cobertura, essa é a meta", completou.



Governo incluiu crianças de 9 meses na cobertura



Para evitar novos surtos, o ministério decidiu incluir na vacinação contra febre amarela as crianças de nove meses de todo País. A medida deve entrar em vigor a partir de 2018, mas ainda não foi definido se a vacinação ocorrerá em campanhas.
Para garantir a cobertura vacinal, o ministério da Saúde fez parceria com os municípios e administrou estoques de vacinas.
De acordo com o ministério, foram investidos R$ 66,7 milhões para controlar o surto.
Também foram distribuídas 36,7 milhões de doses extras ao longo deste ano, entre as vacinas já previstas e as doses enviadas como reforço nos estados afetados pelo surto.



Surtos de febre amarela se dão em ciclos



Segundo a pasta, o surto de febre amarela ocorre em ciclos de 7 anos em média e, por isso, um surto já era esperado. João Paulo Toledo, diretor do departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, explica que a doença se manifesta em períodos quentes.
"Possivelmente, o aumento desse número de casos ocorreu em áreas onde o vírus não circulava e passou a circular", disse. "A febre amarela se comporta em surtos que são cíclicos. A sazonalidade da doença ocorre em épocas de calor, de dezembro a meados de abril. Com o fim da sazonalidade, a expectativa é que se diminua o número de casos."



Região Sudeste foi a mais atingida
A região Sudeste registrou 764 casos confirmados, a maior parte. A vacinação foi reforçada com 27,8 milhões de doses extras em cinco estados: Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Bahia.
Em São Paulo, 44 municípios passaram a ser áreas com recomendação permanente. Até o fim do ano, o ministério deve decidir quais os outros municípios também vão passar por essa ampliação.
O surto de febre amarela no Brasil, apesar de atingir regiões próximas de zonas urbanas de estados como Rio de Janeiro e São Paulo, foi classificado como silvestre pelo governo brasileiro.



Número de infecções por influenza caiu



Segundo o ministério da saúde, houve queda de 81% nos casos de gripe no país. Em 2017, foram registrados 2.070 casos e 361 mortes até 28 de agosto. O vírus com maior circulação é o H3N2, enquanto em 2016 foi o H1N1.
Entre 17 de abril e 9 de junho, período da campanha de vacinação, 51,8 milhões de pessoas foram vacinadas – cobertura de 87,5% do público-alvo.



FONTE: G1

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