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Itajaí é a cidade de SC que mais registra denúncias de violência contra mulher
Até agosto, foram 808 casos registrados; em Joinville, maior cidade de SC, foram 266.
Janaina Chagas Chapecó - SC
Postada em 08/09/2017 ás 12h05
Itajaí é a cidade de SC que mais registra denúncias de violência contra mulher

Itajaí registrou mais de 800 denúncias de violência contra mulher até agosto de 2017 (Foto: Reprodução/NSC TV)


 Itajaí é o município de Santa Catarina onde a Polícia Militar mais recebe denúncias de violência contra mulher, como mostrou o Bom Dia Santa Catarina desta sexta-feira (8). Mesmo assim, a sexta maior cidade do estado não conta com o programa da Polícia Militar para combater este tipo de crime, a Rede Catarina.




Até agosto desse ano, foram mais de 800 denúncias através do 190. Esse número é três vezes maior do que o registrado em Blumenau e Joinville, a maior cidade do estado, e o dobro do que a capital, Florianópolis.




 Denúncias até agosto





Um dos casos aconteceu no fim de agosto. Policiais militares faziam rondas quando encontraram duas crianças chorando na calçada. Elas contaram que o pai estava batendo na mãe dentro de casa. Era domingo, às 9h.




Os policiais entraram no imóvel e encontraram o homem batendo com um pedaço de madeira na mulher. Apesar do flagrante e da gravidade, o homem foi levado a delegacia e, depois, liberado.




"O grande problema é que tanto o crime de ameça quanto o crime de lesão corporal eles admitem a liberdade do indivíduo em fiança. Então, ainda que ele seja preso em flagrante, a lei dá o direito a ele de pagar fiança e a partir daquele momento ser solto", afirma o delegado Ângelo Fragelli.




Mesmo antes de chegarem na fiança, muitos casos ficam esquecidos no caminho. Enquanto a PM recebeu mais 800 denúncias neste ano, a Polícia Civil investiga só 250 casos nesse momento.




Na maioria das vezes, é porque, depois da denúncia para a Polícia Militar, as vítimas não vão até a delegacia, o que impede o andamento da investigação. Mesmo assim, prisões nesses casos são raras.




"Em caso de condenação, a regra geral é que em penas abaixo de quatro anos, não há uma prisão efetiva. Existem medidas, que embora condenados, evitam que eles sejam recolhidos presos. Pode ser uma prestação de serviço, pode ser algum outro tipo de acompanhamento do estado para a prática de crimes", afirma o promotor de Justiça Maury Roberto Viviani.


Rede Catarina



O programa "Rede Catarina de Proteção à Mulher" da Polícia Militar, que busca combater e prevenir a violência doméstica no estado, ainda está chegando aos poucos aos municípios. Em Itajaí, não foi implantado.




A PM diz que aguarda o judiciário enviar cópias das 138 medidas protetivas em vigor para começar a trabalhar com o programa. A viatura que será específica do programa vai atender as denúncias e também fazer rondas para monitorar o cumprimento dessas medidas.




"A viatura vai ser composta por um policial do sexo feminino e um do sexo masculino. A questão de ter uma policial é para ter mais proximidade, dar mais afetividade, um maior amparo a vítima da violência doméstica", afirma o aspirante Eduardo Espíndola.


FONTE: G1



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