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INTERNACIONAL
Catarinenses nos EUA enfretam a chegada do furação Irma
Alexandre Danielli trabalha na coordenação de abrigo; médico Radamés Zuquellos se prepara para auxiliar após furacão e empresário de Palhoça não teve como deixar Miami.
Com informações do G1 Chapecó - SC
Postada em 10/09/2017 ás 18h41
Catarinenses nos EUA enfretam a chegada do furação Irma

No sábado, os moradores de Fort Lauderdale, na Flórida, já podiam ver sobre o mar a chegada do furacão Irma após sua passagem pelo Caribe, onde deixou mais de 20 mortos

O catarinense Alexandre Danielli, de Joaçaba, integra a equipe da Cruz Vermelha nos Estados Unidos. Ele está na cidade de Fort Lauderdale, no Condado de Broward, na Flórida. Também de Joaçaba, o médico Radamés Zuquello se prepara para dar atendimento após o furacão em Kendal Lakes. Já o empresário de Palhoça, Ramón Juttel está entre os moradores que não tiveram tempo hábil de deixar Miami Beach, como fizeram milhares de pessoas.


O furacão Irma já deixou três mortes ao chegar à Flórida neste domingo (10) e tem previsão de passar por Orlando durante a madrugada.


Em Fort Lauderdale, Alexandre Danielli atua como voluntário, na coordenação de um abrigo. Com ele, em uma escola transformada em abrigo, há 2,1 mil pessoas.


“Por enquanto, estamos sabendo apenas de um homem que saiu de um abrigo para buscar algumas coisas em casa e teve o carro arrastado pelo vento. Ele acabou morrendo, é o único caso comunicado na cidade. A prioridade é não sair do abrigo, não sair das casas”, contou.


Ajuda humanitária


Alexandre trabalha no atendimento à população. “Distribuímos comida, cuidamos de geradores, geralmente, há uma certa disputa pelas poucas tomadas que temos para o pessoal carregar celular próximo do gerador elétrico, já que estamos sem energia na região”, contou.


O trabalho da Cruz Vermelha passa por vários aspectos, segundo o catarinense. “Desde antes do furacão, já estávamos em atividade, a gente passou de casa em casa, para avisar as pessoas para evacuarem o local. Nós estamos aqui para ajudar quem ficou, nosso trabalho é cuidar para que ninguém saia, para filmar ou fazer foto, é muito perigoso”, relatou Alexandre.


Conforme Danielli, às 10h desta segunda-feira (11) será o último toque de recolher. “Depois disso, a gente pode sair e ver os estragos. A prioridade é pegar os barcos e ir à regiões mais afetadas por enchentes, para ver se há vítima, alguém para ser resgatado. Nem guarda costeira nem bombeiro ou polícia podem sair até 10h de segunda", afirmou.


O médico Radamés Zuquello e a mulher Laura Danielli Zuquello estão em Kendal Lakes, Condado de Miami-Dade. O casal deixou o bairro de Brickell, em Miami, que foi alagado. Eles saíram do local na sexta-feira (8).


“Eu estou agora na casa de amigos em Kendall Lakes, mais a oeste, afastado do oceano. Eu estou no time pós-furacão Back-up, irei ao hospital, se chamado”, contou.
O empresário Ramón Juttel está em Miami Beach e também relata sua situação. “Não tive como deixar a cidade, não houve tempo hábil. Apesar de toda situação, estamos tranquilos e nos sentindo seguros. Nosso prédio tem bastante segurança, janelas e portas à prova de furacão. Tivemos um alerta, devido a um guindaste próximo ao condomínio e nos refugiamos na garagem, que equivale a um edifício de 10 andares, um local todo concretado e com muita segurança”, contou.

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